04/09/2008 - 11:10
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Quando escrevi aqui que não gostava de Pantanal recebi os mais diversos comentários. Gente concordando comigo, outros querendo me estrangular e alguns mais sóbrios se posicionando normalmente sobre o assunto. Teve até mesmo aqueles mais grosseiros que me acusaram de ser ''comprado'' pela Globo para falar mal do SBT. Quanta bobagem! Mas é assim mesmo. Temas que envolvem paixão, como futebol, carnaval e novelas, são difíceis mesmo de serem lidados com distanciamento. Mas agir assim faz parte da minha profissão. É preciso deixar a preferência pessoal de lado para analisar a novela ou o artista por seus atributos técnicos. Por exemplo: sou fã de A Favorita. Mas não tenho como deixar de ver que a história tem muitas deficiências, principalmente, nos núcleos fora da trama principal. Mas nada que João Emanuel Carneiro não possa resolver... É impossível também ignorar toda a precária produção do SuperPop, na RedeTV!, mas confesso que assisto sempre e fico hipnotizado. É tão absurdo que acabo gostando. Por outro lado, tenho uma implicância épica com minha conterrânea Fernanda Young, mas profissionalmente sou obrigado a reconhecer que ela evoluiu muito como entrevistadora e que seu Irritando Fernanda Young, exibido pela GNT, é muito bom.
Quis explicar isso para mostrar que não tenho qualquer problema pessoal com Pantanal. Tanto que, no último fim de semana, achei no meu quarto da bagunça o LP com a trilha sonora da novela e fui correndo ouvi-la. Sim, eu ainda tenho um aparelho de som que toca disco de vinil... E me deliciei! É uma das melhores trilhas de todos os tempos. O maestro, compositor e cantor Marcus Vianna é genial. Adoro suas orquestrações grandiosas, seus acordes pomposos e suas letras românticas, como ouvimos na linda Amor Selvagem, tema de Juma (Cristiana Oliveira) e Jove (Marcos Winter). Mas gosto muito também de Estrela Natureza (Sá & Guarabira), No Mundo dos Sonhos (Robertinho do Recife), Apaixonada (Simone), Quem Saberia Perder (Ivan Lins), Pantanal (Sagrado Coração da Terra), Um Violeiro Toca (Almir Sater) e Memória da Pele (João Bosco). Pantanal teve ainda mais dois discos, mas nenhum deles superou o primeiro.
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Postado por: Jorge Brasil | 04/09/2008 | (38) Comentários
28/08/2008 - 17:15
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Pode me chamar de maluco, mas minha cabeça não desliga nunca do universo das telenovelas. Gosto de ficar pensando em como teria sido se Cláudia Abreu tivesse aceitado ser a Sol, de América (2005), e Paula/Tais, em Paraíso Tropical (2007). O que ela teria feito diferente da Deborah Secco e da Alessandra Negrini, respectivamente. Já imaginei também como teria sido O Clone (2002) se Fábio Assunção e Letícia Spiller não recusassem interpretar Diogo/Lucas/Léo e Jade na trama de Glória Perez.
E mais: como teria ficado Duas Caras com Eduardo Moscovis e José Mayer, as primeiras escolhas de Aguinaldo Silva, como Ferraço e Juvenal Antena? Fico literalmente delirando e criando um universo paralelo na telinha. Minha última viagem foi imaginar como outros autores consagrados da Globo desenvolveriam a trama principal de A Favorita. O que Silvio de Abreu, Gilberto Braga, Aguinaldo Silva, Glória Perez, Benedito Ruy Barbosa e Manoel Carlos fariam no lugar do João Emanuel Carneiro. Pois bem, embarquei nessa viagem e peço que você venha comigo. Mas atenção: tudo que está aí abaixo saiu da minha cabeça doida. Confira. Venha viajar comigo!!!!
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Postado por: Jorge Brasil | 28/08/2008 | (50) Comentários
20/08/2008 - 20:07
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De médico e louco todos nós temos um pouco. Complemento essa frase dizendo que todo mundo também é técnico de futebol, jurado de escola de samba, crítico de cinema e autor de novela. E acho que, perto de completar 40 anos (dia 25 de dezembro), estou englobando tudo isso.
Até treinador de ginástica artística estou me sentindo, já que gostaria de dizer umas verdades para Diego Hipólito, Jade Barbosa e Daiane dos Santos...
Só que, com certeza, é a faceta autor de novela que tem me ''possuído'' atualmente. Sei que pode parecer fácil falar sobre o trabalho dos outros, mas a cada dia que passa tenho mais vontade de dar meu jeitinho nas tramas que estão no ar.
Todo mundo sabe que eu adoro A Favorita. Reverencio diariamente o talento de João Emanuel Carneiro, mas, mesmo assim, tenho alguns toques para dar a ele. O primeiro é diminuir os desvarios de Augusto César (José Mayer). Além de chato demais, o personagem vai se envolver com Donatela (Claudia Raia), que está numa fase superdramática. Vai ficar muito estranho aquela figura patética contrastando com uma Donatela destruída pelo sofrimento. Para Augusto César eu seguiria o conselho básico que um amigo vive me dando: ''Menos, bem menos, quase nada''.
Outro que precisa de uma mãozinha é Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia). Além de cortar o cabelo dele urgentemente, eu daria mais ação para o personagem. Para um jornalista audacioso, furão, corajoso, Zé Bob está passivo demais. Paradão em excesso. Se mexe, Zé Bob!
Outra a quem me dedicaria com afinco é Alícia. Tadinha da Taís Araújo... Tão linda e talentosa, mas relegada a fazer ponta. Eu tentaria incluir Alícia na trama principal da história, de repente, como a nova parceira de investigações de Zé Bob, já que Maíra (Juliana Paes) vai partir dessa para melhor.
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Postado por: Jorge Brasil | 20/08/2008 | (51) Comentários
14/08/2008 - 13:06
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Poucos problemas podem afetar tanto o desempenho de uma novela quanto a falta de química entre um casal romântico. Deve ser um sentimento terrível quando um novelista vê seus personagens tão carinhosamente construídos desmoronarem porque os atores não se entendem em cena. Atualmente, não há nada no mundo que me convença que Carmo Dalla Vecchia e Claudia Raia possam render o principal par de A Favorita. Simplesmente não há liga entre eles. Claudia é demais para o caminhãozinho de Carmo. Quando os dois estão juntos, tadinho, o rapaz vira uma criança perto de um mulherão. Carmo funcionava melhor com Patrícia Pillar e Taís Araújo... Química das boas mesmo tem Cauã Reymond e Mariana Ximenes. Quando Haley e Lara estão juntos, a telinha pega fogo. Dono de uma pegada forte, tudo leva crer que Cauã vai fazer uma bela parceria com Deborah Secco também. Vamos aguardar!
Outro exemplo acontece em Beleza Pura. Regiane Alves e Edson Celulari não deram certo. Ela fica muito melhor nos braços de Humberto Martins e Edson fica bem ao lado de Christiane Torloni. Mas como Joana e Guilherme são os protagonistas da história, certamente vai rolar uma forçada básica para ficarem juntos. Muita gente sempre me escreve querendo saber, afinal, o que é essa história de ''química''.
Bem, basicamente, posso dizer que é aquele entrosamento entre um casal de atores em cena. E afirmar com absoluta certeza quando isso irá acontecer é muito difícil. Por isso, os diretores e autores geralmente gostam de repetir um casal quando ele dá certo. Só que nem mesmo isso é garantia de sucesso. É só lembrar que, em Esperança (2002), Reynaldo Gianecchini e Priscila Fantin viveram um par romântico dos bons, mas ao repeti-los em Sete Pecados (2007), foi tudo por água abaixo. Giane e Priscila não tiveram liga na trama de Walcyr Carrasco.
Confira outros casos de sucesso e fracassos retumbantes de casais românticos em nossas novelas:
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Falta de química
Alzira (Flávia Alessandra) e Juvenal Antena (Antonio Fagundes), em Duas Caras (2008)
Clarice (Lavínia Vlasack) e Daniel (Marcelo Serrado), em Prova de Amor
Isabel (Carolina Dieckmann) e Daniel (Dan Stulbach), em Senhora do Destino (2004)
Do Carmo (Susana Vieira) e Dirceu (José Mayer), em Senhora do Destino
Olívia (Ana Paula Arósio) e Léo (Thiago Rodrigues), em Páginas da Vida (2006)
Júlia (Gloria Pires) e André (Marcello Antony), em Belíssima (2005)
Yolanda (Ana Paula Arósio) e Martin (Erik Marmo), em Um só Coração (2004)
Eva (Malu Mader) e Conrado (Thiago Lacerda), em Eterna Magia (2007)
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Química Explosiva
Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis), em Alma Gêmea (2005)
Vivianne (Letícia Spiller) e Naldo (Eduardo Moscovis), em Senhora do Destino (2004)
Débora (Juliana Knust) e Antônio (Otávio Augusto), em Duas Caras (2008)
Cíntia (Helena Ranaldi) e Pedro (José Mayer), em Laços de Família (2000)
Gui (Juliana Paes) e Artur (Murilo Benício), em Pé na Jaca (2006)
Marisol (Danielle Winits) e Esteban (Marcos Pasquim), em Kubanacan (2003)
Edwiges (Carolina Dieckmann) e Cláudio (Erik Marmo), em Mulheres Apaixonadas (2003)
Lurdinha (Cleo Pires) e Glauco (Edson Celulari), em América (2005)
Casais perfeitos
Ficaram famosas as combinações de sucesso entre Tarcísio Meira & Glória Menezes; Regina Duarte & Francisco Cuoco; Eva Wilma & Carlos Zara; Yoná Magalhães & Carlos Alberto, Susana Vieira & José Wilker; Eduardo Moscovis e Carolina Ferraz, só para citar alguns.
Muitas vezes também a química é tão forte que os artistas levam a paixão da ficção para a vida real. A lista é enorme: Tarcísio e Glória (25499 Ocupado), Eva e Zara (Mulheres de Areia), Fábio Jr. e Gloria Pires (Cabocla), Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi (Aritana), Letícia Sabatella e Angelo Antônio (O Dono do Mundo), Júlia Lemmertz e Alexandre Borges (Guerras sem Fim), Cássio Gabus Mendes e Lídia Brondi (Meu Bem, Meu Mal), Marcello Novaes e Letícia Spiller (Quatro por Quatro), Edson Celulari e Claudia Raia (Deus nos Acuda), Vladmir Brichta e Adriana Esteves (Kubanacan) e Daniel de Oliveira e Vanessa Giácomo (Cabocla)... Mas trágico mesmo é quando aposta-se tanto que o principal casal da história vai envolver o público em sua linda história de amor e nada acontece. Todo mundo esperava que Murilo Benício e Deborah Secco tivessem uma química bárbara em América (2005), mas que nada. A dupla deu tão errado, que ele acabou nos braços de Gabriela Duarte e ela ficou com Caco Ciocler. Outro exemplo? Malu Mader e Marcos Palmeira em Celebridade (2003). O próprio Gilberto Braga (autor da novela) declarou há pouco tempo que a falta de clima entre os dois atores prejudicou seu principal casal. Ao mesmo tempo, na mesma novela, Cláudia Abreu e Márcio Garcia arrebataram o público na pele dos safados Laura e Marcos. Já em Paraíso Tropical (2007), nada contra Fábio Assunção e Alessandra Negrini. Os dois até que tiveram uma boa química, só que foi na cama de Bruno Gagliasso que a atriz conseguiu um melhor resultado. Quem poderia imaginar que os dois combinariam tão bem? O mesmo pode-se dizer de Renée de Vielmond e Rodrigo Veronese, e de Wagner Moura e Camila Pitanga na mesma novela. Hoje, quando fala-se em Paraíso Tropical só vem à cabeça Olavo e Bebel se ''pegando''.
Postado por: Jorge Brasil | 14/08/2008 | (14) Comentários
06/08/2008 - 19:19
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No capítulo exibido na terça-feira, dia 5, João Emanuel Carneiro encerrou a primeira parte de sua trama. Ao revelar para o mundo que Flora (Patrícia Pillar) era a assassina de Marcelo, o novelista elevou A Favorita a um dos mais altos patamares da história de nossa teledramaturgia. Que obra foi tão ousada ao entregar seu grande mistério no meio de sua exibição? A Favorita fez isso e vai fazer muito mais. A história tem ainda muitas possibilidades a serem desenvolvidas e confio no talento, na astúcia e na sensibilidade de João Emanuel para nos envolver nessa rede de intrigas.
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Postado por: Jorge Brasil | 06/08/2008 | (76) Comentários
31/07/2008 - 14:57
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Sou muito fã de tudo o que gira em volta de Ciranda de Pedra. Do maravilhoso livro de Lygia Fagundes Telles, da adaptação feita por Teixeira Filho, em 1981, e da nova versão escrita por Alcides Nogueira. E sempre defendi o remake exibido pela Globo, reclamando da baixa audiência. Acho injusto que, uma produção tão caprichada, não tenha o ibope que mereça. Mas, de uns tempos para cá, a novela tem sido atingida por um fenômeno que há algum tempo vinha sendo evitado pelos novelistas: a famosa barriga. Explica-se: o termo é usado quando, no meio da novela, a trama fica meio parada e perde-se a vontade de assistir ao capítulo do dia seguinte. Está acontecendo isso em Ciranda de Pedra. Está totalmente sem ritmo. A ciranda de emoções da história está paradinha, paradinha. Nem mesmo a doença de Natércio (Daniel Dantas), que separou Laura (Ana Paula Arósio) e Daniel (Marcello Antony), conseguiu dar mais eletricidade.
O que se fazer num caso como esse? Normalmente, autores apelam para o 'quem matou?' Na verdade, isso já iria acontecer com Julieta (Mônica Torres), que seria misteriosamente assassinada. Muito também se falou sobre a morte de Laura, só que até agora, nada!
Uma boa saída seria explorar mais a personagem Elzinha. Biscoito finíssimo, Leandra Leal é o grande nome do elenco. Atriz inteligente, Leandra conseguiu equilibrar o tom cômico do papel, evitando que Elzinha virasse uma caricatura. Então, nada mais acertado do que incluir a vendedora no principal núcleo da trama.
Outra boa opção está nas mãos de Ana Beatriz Nogueira. Enquanto Leandra domina com folga o lado cômico da história, Ana Beatriz reina no setor dramático. Que Frau Herta é uma víbora, ninguém duvida, mas para esse momento mais "devagar, devagarinho", nada melhor do que fazer a governanta praticar ainda mais maldades. Muitas, aliás. Nem todas bem-sucedidas, é claro, já que os espectadores amam ver os vilões se dando mal. É só prestar atenção: vilão bem-sucedido é aquele que faz os mocinhos e mocinhas sofrerem, mas que também apanham bastante antes do último capítulo.
Exemplos? Bem, lá vai... Nazaré (Renata Sorrah), de Senhora do Destino (2004), fez do Carmo (Susana Vieira) comer o pão que o diabo amassou, mas também foi castigadíssima: levou uma surra da inimiga, foi internada num hospício, virou foragida da polícia... Quer mais? Em Paraíso Tropical (2007), o quarteto do mal Olavo (Wagner Moura), Bebel (Camila Pitanga), Taís (Alessandra Negrini) e Ivan (Bruno Gagliasso) padeceram tanto quanto fizeram sofrer.
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Postado por: Jorge Brasil | 31/07/2008 | (11) Comentários
23/07/2008 - 15:23
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Como sou um homem de época, felizmente, assisti Irmãos Coragem (1970), Pai Herói (1979), Jogo da Vida (1981), Guerra dos Sexos (1983), Corpo a Corpo (1984), Brega & Chique (1987), Rainha da Sucata (1990), todas estreladas pela mais importante atriz de TV do Brasil: Glória Menezes.
Mas, desde Deus nos Acuda (1992), Glória não tinha uma personagem à altura de seu talento. Erro que foi corrigido agora, em A Favorita. Na pele da ricaça Irene, Glória volta a ser protagonista e, além de linda, esbanja classe em cada cena que faz. Seus embates com Claudia Raia são espetaculares e as cenas de emoção com Mariana Ximenes e Patrícia Pillar me tiram o fôlego.
Irene virou uma espécie de Miss Marple (detetive idosa de vários livros de Agatha Christie), já que, até agora, foi ela quem resolveu todos os mistérios: descobriu as falcatruas de Dodi (Murilo Benício), ajudou Flora (Patrícia Pillar) a se aproximar de Lara (Mariana Ximenes) e acabou com a banca de Donatela (Claudia Raia), gritando a plenos pulmões: "Assassina!". Bom demais!
Glória degusta o brilhante texto de João Emanuel Carneiro com prazer, certamente, por dar valor à jóia que está em suas mãos. Atriz experiente, não tenta sobrepujar suas colegas de trabalho e sim soma seu talento ao delas, criando uma saborosa parceria. Não perco A Favorita por muitos motivos, mas um dos fundamentais, é me deliciar com Glória Menezes.
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Postado por: Jorge Brasil | 23/07/2008 | (12) Comentários
16/07/2008 - 17:29
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Quando foi exibida, em 1990, a novela Pantanal provocou muito burburinho. Se não me engano, foi e é a maior audiência já conquistada por uma trama não global: alcançou picos de 40 pontos. Realmente um fenômeno! E que se repete agora. Não com os mesmos índices, é claro. Mas os 14 pontos que a produção da extinta Rede Manchete vem arrebatando no SBT também são fenomenais, principalmente, porque é a quarta vez que ela é exibida. A primeira foi entre 27/03 a 10/12 de 1990, a reprise veio logo em seguida, de 17/06/1991 a 18/01/1992, e depois foi reapresentada de 26/10/1998 a 14/07/1999.
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Postado por: Jorge Brasil | 16/07/2008 | (139) Comentários
09/07/2008 - 15:18
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Nunca escondi o fato de que sou louco por seriados. Tanto que, atualmente, acompanho nada menos que 14 séries: Lost, Medium, Bones, Samantha Who?, Brothers & Sisters, Dexter, Damages, Desperate Housewives, Ugly Betty, The New Adventures of Old Christine, Heroes, Mad Men, Big Love e Terminator: The Sarah Connor Chronicles. E pensei que o 15° fosse um programa brasileiro.
Mas Guerra e Paz foi uma decepção do início ao fim. Depois de tanto ensaiar escrever séries em suas novelas ágeis, cheias de ação e tramas curtas, Carlos Lombardi parecia estar pronto para mergulhar num gênero tipicamente americano. Para falar a verdade já não tinha gostado muito do episódio piloto, exibido entre os especiais de fim de ano (2007) da Globo. Mas achei que, para a emissora aprovar a série para a grade de 2008, seria feita alguma mudança fundamental em toda a estrutura do seriado. Cheio de boa vontade, sentei sexta-feira à noite em minha cama quentinha para ver a estréia de Guerra e Paz.
Mas, fala sério! Que chatice! Além de utilizar um humor mais velho do que A Praça é Nossa, o texto era de uma pobreza só. Os diálogos de Danielle Winits e Marcos Pasquim não tinham a menor graça ou qualquer atrativo para prender a atenção do público. O elenco está afiado com a proposta do autor, mas o problema é que os atores revivem papéis que já interpretaram em novelas de Lombardi. Bárbara, a loura destrambelhada, maluquinha mas esperta e de bom coração, Danielle já fez em Uga Uga (2000), O Quinto dos Infernos (2002) e Kubanacan (2003). Pelo menos, boa atriz que é, ela segura o tranco com algum charme. A situação é mais problemática com Marcos Pasquim. Ator de um personagem só, ele se repete descaradamente e sua lista é ainda maior do que a de sua companheira. Seu Pedro Guerra é igualzinho ao Lance, de Pé na Jaca (2006); ao Crazy Jake, de Bang Bang (2006); ao Esteban, de Kubanacan (2003); ao Pedro, de O Quinto dos Infernos (2002); ao Van Damme, de Uga Uga (2000) e até mesmo ao Tadeu, de A Lua me Disse (2005). E olha que essa última novela nem foi assinada por Carlos Lombardi e sim por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa. Grave, gravíssimo…
****
Talvez se o novelista tivesse experimentado ter seu texto representado por outros atores, o resultado não seria tão ruim. Não suporto mais ouvir as mesmas entonações, as mesmas piadas e os mesmos tempos cômicos na boca do elenco de sempre (inclua ainda aí Betty Lago, que, em apenas uma ceninha, demonstrou que também viverá a personagem de sempre). Pelo menos dessa vez, Lombardi está brincando com seus próprios clichês. Em algumas cenas surgiram piadas sobre os homens sempre descamisados em suas tramas, as correrias e a eterna batalha entre homens e mulheres. Como tenho uma paciência de Jó, darei mais uma chance ao programa. Uma não, duas. Assistirei aos dois próximos episódios. Mas se continuar me dando sono, com certeza, das duas uma: ou troco de canal ou me entrego aos braços de Morfeu.
Fui!
Postado por: Jorge Brasil | 09/07/2008 | (24) Comentários
02/07/2008 - 19:48
| Foto: Montagem |
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Algumas atrizes iluminam a tela com sua simples presença. O carisma é tão forte que deixa todo o público hipnotizado. Isis Valverde está caminhando para esse status, em que se encontram divas como Patrícia Pillar, Claudia Raia, Gloria Pires, Renata Sorrah, Natália do Vale e Ana Paula Arósio, para citar apenas algumas. E olha que a menina está apenas em seu terceiro trabalho... Quem viu a jovem, tímida, como a misteriosa Ana do Véu, em Sinhá Moça (2006), não imaginava o vulcão que iria surgir. Sua rápida passagem por Paraíso Tropical (2007), como a prostituta Telma, mostrava que Isis tinha uma sensualidade latente. Mas a surpresa boa mesmo veio com a estréia de Beleza Pura.
Rakelli era para ser apenas mais uma Darlene (personagem de Deborah Secco em Celebridade, de 2003), da vida, mas Isis construiu uma personagem inesquecível. Além de deslumbrante, a mineirinha de Aiuruoca, vem exibindo um talento para comédia inesperado. Rakelli é meiga, safadinha, engraçada, burrinha, esperta, fofa, apaixonada e irresistível. Tudo bem que o texto de Andrea Maltarolli é ótimo, mas é o desempenho de Isis que faz da personagem um marco da TV. Por isso, elaborei uma lista com 10 motivos para você também cair de amores por Rakelli. Confira e comente. Beijão!
| Foto: Montagem |
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1. O visual de desenho animado: figurino coloridíssimo e acessórios superfofos
2. O jeito atrapalhado e sem noção, que mata a gente de rir
3. A doce ignorância, principalmente, as trocas de palavras. É hilariante!
4. O choro histérico. Tem gente que não gosta, mas acho sensacional
5. As coreografias que ela inventa. A cena em que Rakelli ensinava a índias a dançar funk foi maravilhosa
6. A integridade. Honestíssima, ela é um exemplo para as jovens de sua geração
7. A relação carinhosa com a família. Apesar das brigas com Anderson (Paulo Vilela), ela ama o irmão e é muito amiga da mãe, Ivete (Zezé Polessa), de Betão (Rodrigo Lopéz), e agora do pai Gaspar (Kadu Moliterno)
8. A paixão por Robson (Marcelo Faria). Os dois foram feitos um para o outro e viraram o casal mais querido da novela das 7
9. A beleza estonteante. Tudo é lindo nela: o cabelo, a pele, os olhos, o corpo...
10. A garra: Rakelli é determinada e não mede esforços para realizar seu grande sonho de trabalhar com Luciano Huck. Mas seria incapaz de prejudicar ninguém por causa disso
Postado por: Jorge Brasil | 02/07/2008 | (26) Comentários
26/06/2008 - 12:00
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Oi, galera. A partir dessa semana vamos nos encontrar sempre no site de Contigo! Na verdade, quem navega por aqui há bastante tempo já me conhece. Eu tinha uma coluna de vídeo, em que comentava assuntos "novelísticos", pequenas fofocas de bastidores, curiosidades... ou seja: de tudo um pouco. E esta é justamente a proposta desse nosso novo encontro: mergulhar fundo no fantástico universo das telenovelas. Bem, para quem está me encontrando pela primeira vez, segue uma rápida apresentação: sou jornalista há 16 anos e já trabalhei em praticamente todos os veículos de comunicação do Rio de Janeiro e em alguns de São Paulo. Na TV, comandava o quadro Linguarudo do Planeta, do programa Planeta Xuxa, e fui debatedor do Programa da Lili, comandado por Liliana Rodrigues, na CNT. Também fui editor de Contigo! e há seis anos sou Redator-Chefe da revista Minha Novela. Já trabalhei também em diversas rádios e no site Achei. Sou tricolor (Fluminense) de coração, torcedor fanático das escolas de samba Unidos do Viradouro, Beija-Flor e Vai-Vai e um apaixonado por boa culinária, cachorros (tenho nove), cinema, seriados e novelas, é claro. Tenho 39 anos, não sei dirigir e já entrei e sai de academias de ginástica tantas vezes que já perdi as contas.
| Foto: Montagem |
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Postado por: Jorge Brasil | 26/06/2008 | (58) Comentários
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